quinta-feira, 27 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tem dias que a vida é boa como algodão-doce... (Efigênia Alves)



Com Osmar Negreiros e Valquíria. Valeu a homenagem! (Efigênia Alves)
"É bom ser moleque enquanto puder..." Com os Amigos da Leitura, em 2008.
Agora todos rapazes e moças... Mas fica o sentimento. (Efigênia Alves)

Com amigos, no lançamento do livro: Antônio da Cachorrinha e o desencantamento das princesas. (Efigênia Alves)
No dia do lançamento do livro: Antônio da Cachorrinha e o desencantamento das princesas. (Efigênia Alves)
Com o historiador Valdir Uchoa Ribeiro (Efigênia Alves)

Com o palhaço Tetel. Ele faz rir sem precisar ser apelativo e sem ridicularizar ninguém.

Com companheiros de literatura. (Efigênia Alves)


Na Bienal Internacional do Ceará-2010. Dia do lançamento do livro Antônio da Cachorrinha e o desencantamento das princesas. (Efigênia Alves)

Declamando no VI Sarau literário: Noite poesias - amores e diversos, promovido pelo Eu Sou Cidadão.
Com minha segunda família, em visita de incentivo a leitura literária. (Efigênia Alves)
Efigênia Alves recebendo flores em ocasião do Circuito de Brincadeiras, promovido pelo Projeto Eu sou Cidadão.

Com os Amigos da leitura, quando dirigia o Programa de rádio: Também sou Cidadão, na FM Cultura. (Efigênia Alves)

 Trem 
(Efigênia Alves)

E no trem da vida, há os ficam, os que partem.
Os que ficam com vontade de partir.
Os que partem com vontade de ficar.
Muitos do que amo foram.
Alguns deles se esqueceram de acenar.
Um me acenou e fechei os olhos,
não quis ver um olhar derradeiro.
Sei que em qualquer tarde irei para a estação.
E nela relembrarei a minha vida
sem tempo de me arrepender.
E na estação não terei amigos.
Estarei só com todos os meus silêncios reunidos
e todas as minhas lágrimas estancadas.
Na estação vou perder o meu jeito de sorrir.


Sei que qualquer tarde vou me anoitecer.





Ler para mim é uma forma de fugir do mundo, e às vezes, de mim mesma. Nas histórias que leio, vejo o mundo metamorfoseado. Encontro as mais cruéis verdades da humanidade. Encontro também as flores que enfeitam o interior de algumas pessoas. Quando encontro pedaços de mim, às vezes também me assombro. Sou constituída de muitas cores e há também aquelas mais escuras. Mas tenho retalhos que são uma graça. Retalhos que tem beleza. As histórias também servem para me costurar. Leio porque tenho necessidade de ir além. Leio porque gosto de ver o que tem do outro lado do horizonte. Leio porque acredito mesmo que a leitura "deixa as pessoas perigosamente mais humanas". (Efigênia Alves)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012





Também ás vezes me visto de sonhos...
Tudo que me cobre se reverte de fantasia e fico tecendo minhas ânsias em paisagens vivas, como se o meu mundo de retalhos rotos reverberasse em bonitezas. Me costuro com a linha do horizonte e nesse tecer, vou me formando em todos os mundos que desejar. (Efigênia Alves)


Tenho uma alma de menina que não quer ir embora. O tempo passa, vejo que arrasta meu rosto, mas na alma o tempo não poderá tocar. Um dia vou me olhar no espelho e ver a minha mortalidade manifesta, mas minha alma será menina sempre numa manhã de inverno. (Efigênia Alves)
Efigênia Alves, recebendo certificado de felicidade (ter participado como oficineira de leitura e contação de histórias nas Manhãs Literárias).


Há dias em mim que o sol resolve colorir todas as minhas entranhas, mesmo sendo noite alta. Nesses dias de sol posso ver o horizonte que se mostra tímido, mas se mostra. Nesses dias todas as borboletas nos pousam, deixando polén de tantas viagens sobre a beleza de jardins. (Efigênia Alves)

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Artigo XII  
(Thiago de Mello)

Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Quando era bem pequena, não tinha livros ao meu redor. Mas tinham histórias orais. E delas fui construindo o meu castelo. Rainhas, madrastas, bruxas, fadas, ogros, malvadezas, malandragens, traquinagens, princesas e beijos que desencantam; ventos que trazia notícias de outros tempos; viajantes contadores de histórias; tapetes voadores; moça que sabia encantar o sultão com narrativas de mil e uma noites; monte de lenha que andava pra fazer princesa rir; sapato que fazia a dona dançar até morrer; menina enterrada viva e ressuscitada... Meu mundo fantástico estava sempre permeado de aventuras, desse e outros tempos. E quando, tempos depois os livros, enfim, chegaram em minhas mãos, já era tarde: já os amava.
Uma placa que recebi. Homenagem por tudo que não sou, mas gostaria mesmo de ser. Um dia um chego lá...

Com Beatriz, a menina doce que frequenta minha casa, com carinhos e gostosuras de mãe e filha, que não somos... Mas bem que poderia...

Com Rui Aguiar, no lançamento do livro: Estrelas Cirandeiras

As vezes tenho saudade de minha meninice, de quando o mundo não se mostrava nu, com toda sua indecência de arrogância. Saudade de brincar sem olhar o entardecer, de cantigas que ouvia, quando a voz que me aninhava não tinha virado saudade grande. Mas o tempo passa e a gente olhar pra traz e ver que as bonecas não nos acompanharam no percurso. E o gosto se perdeu no tempo. Mas ainda há, qualquer coisa em mim, da infância doce e feliz que tive....